Blogue do movimento, lançado pelas associações Árvores de Portugal e Transumância e Natureza, de apoio à proposta de classificar o sobreiro como Árvore Nacional de Portugal.
sábado, 15 de janeiro de 2011
O sobreiro de Aldeia Nova do Cabo
Localizado na freguesia de Aldeia Nova do Cabo, no concelho do Fundão, este sobreiro (Quercus suber L.) supera os 20 metros de altura, sendo um dos mais altos que conhecemos na Beira Interior. A altura a que se situam os primeiros ramos acentua, visualmente, o seu gigantismo.
Não possui uma copa muito densa, mas o perímetro do tronco supera os 4 metros e meio. Um belo sobreiro beirão que, esperamos, possa viver muitos mais anos, quem sabe com o título de árvore de interesse público.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
O sobreiro de Santa Tecla (Braga)
O sobreiro (Quercus suber L.) da imagem situa-se dentro do perímetro urbano da cidade de Braga, na zona de Santa Tecla (freguesia de S. Victor).
É um espécime de grande beleza, que tem sobrevivido imune a podas agressivas. A sua localização, dentro de um núcleo urbano, aumenta a necessidade de o proteger de todas as agressões que as árvores sofrem nas cidades.
Adenda: Este sobreiro foi classificado como árvore de interesse público a 5 de Julho de 2011.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
O sobreiro do Cachão
Trata-se de um sobreiro (Quercus suber L.) muito especial para nós, uma vez que foi sob a sua copa que foi selado o compromisso, entre as associações Árvores de Portugal e Transumância e Natureza, de lançar o presente movimento que visa o reconhecimento do sobreiro como Árvore Nacional de Portugal.
Este sobreiro, classificado, desde Março do presente ano, como árvore de interesse público, situa-se nos terrenos da Faia Brava, a primeira Área Protegida Privada de Portugal, gerida pela própria Associação Transumância e Natureza.
Possui 16 metros de altura, o diâmetro médio da copa ronda os 20 metros e possui, aproximadamente, 4 metros de perímetro de tronco à altura do peito (PAP).
Com uma idade estimada em 500 anos, é um dos muitos motivos de interesse que o aguardam na Faia Brava.
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
O sobreiro de Nelas
Este sobreiro (Quercus suber L.), situado na localidade de Nelas, é um dos melhores exemplares desta espécie que conhecemos, no nosso país, em pleno meio urbano.
A perfeição da copa, a qual nunca foi sujeita a podas drásticas, como acontece frequentemente nas nossas vilas e cidades, é um dos aspectos que mais sobressai nesta árvore.
É um dos espécimes que a Associação Árvores de Portugal tenciona enviar, brevemente, para classificação como árvore de interesse público.
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
O sobreiro de Pai Anes
A imagem retrata o magnífico sobreiro (Quercus suber L.) da herdade de Pai Anes, freguesia de Póvoa e Meadas, no concelho de Castelo de Vide, classificado como árvore de interesse público desde 1993.
Tem uma idade estimada em 500 anos e é revestido por uma impressionante camada de cortiça, em virtude de não ser descortiçado há muitas décadas.
Aquando da última medição, por parte da Autoridade Florestal Nacional (AFN), em 2006, o perímetro do tronco à altura do peito (PAP) era de 7,28 metros e a altura era de 18 metros. No entanto, neste espaço de tempo, a árvore perdeu uma das suas ramadas principais, pelo que os valores relativos à dimensão da copa se encontram desactualizados. (Nota: Este sobreiro já tinha perdido algumas pernadas durante o famoso ciclone de 1941.)
Um dos objectivos deste movimento é, a médio prazo, ajudar a encontrar, com a colaboração de outras entidades, soluções que permitam prolongar a vida de alguns sobreiros monumentais do nosso país, como é o caso deste extraordinário espécime de Póvoa e Meadas.
Sobre ele, na obra Árvores Monumentais de Portugal, escreveu o engenheiro Ernesto Goes, que deverá ser o mais espectacular do país. Apesar da pernada perdida, partilhamos da mesma opinião.
Saibamos todos, como portugueses, ter a capacidade para lhe garantir um futuro com dignidade.
domingo, 26 de dezembro de 2010
Texto da proposta de lançamento do sobreiro como Árvore Nacional de Portugal
O sobreiro em Portugal, sóbrio, rústico, complacente e bonacheirão, vegeta em toda a parte e sujeita-se, com singular e impressionante humildade, às condições mais diversas, por vezes as mais pobres.
Joaquim Vieira Natividade in Aspectos da Cultura do Sobreiro em Portugal
As associações Árvores de Portugal (AP) e Transumância e Natureza (ATN) formalizaram no passado dia 30 de Outubro, à sombra do secular sobreiro do Cachão, com um aperto de mão entre os respectivos presidentes, o desejo de ver o sobreiro consagrado, oficialmente, como a Árvore Nacional de Portugal.
Apesar do sobreiro já estar protegido pelo Decreto-Lei n.º 169/2001, é entendimento de ambas as associações, que o simbolismo da classificação desta espécie como Árvore Nacional de Portugal reforçará o reconhecimento da importância do sobreiro para o nosso país e aumentará a pressão, junto dos diversos poderes, no sentido de serem encontradas novas soluções para os problemas que afectam esta espécie e os sectores de actividade que dela dependem.
Assim sendo, a caminhada que agora se inicia, visa não apenas a classificação do sobreiro como a árvore nacional do nosso país, mas, igualmente, ajudar a criar uma plataforma que funcione como um lóbi de defesa do sobreiro e da sua cultura, procurando ser parte activa na procura de soluções para alguns casos concretos que serão divulgados futuramente.
Esta iniciativa tem o seu ponto de arranque com a divulgação do comunicado que a seguir se transcreve, o qual será enviado à comunicação social. Em breve, será criado um blogue e uma página no Facebook, como forma de publicitar a iniciativa e de angariar apoios e sugestões.
As associações Transumância e Natureza e Árvores de Portugal pretendem, com o presente comunicado, lançar um movimento que visa desencadear o processo de atribuição ao sobreiro do estatuto simbólico de Árvore Nacional de Portugal.Para fundamentar esta pretensão, encontram-se, entre outros, os seguintes motivos:- Por ser uma espécie com ampla distribuição no território nacional continental, presente desde o Minho ao Algarve, em diferentes ecossistemas naturais. O sobreiro ocupa em Portugal perto de 737 000 hectares (dados do Inventário Florestal Nacional de 2006, não incluindo alguns povoamentos jovens), o que corresponde a cerca de 32% da área que a espécie ocupa no Mediterrâneo ocidental.- Pela enorme biodiversidade associada aos habitats dominados pelo sobreiro, incluindo espécies em sério risco de extinção e com elevado estatuto de conservação, consideradas prioritárias a nível nacional e internacional.- Pelo facto dos montados serem um excelente exemplo, de como um sistema agro-silvo-pastoril tradicional pode ser sustentável, preservando os solos e, desse modo, contribuindo para evitar a desertificação e consequente despovoamento/desordenamento do território.- Pela crescente relevância que os bosques de sobreiro e os montados, incluindo a biodiversidade associada, estão a conquistar junto de novos sectores, como o sector do turismo, traduzindo-se numa mais-valia para as populações locais e para a economia nacional. Sublinhe-se que, na actualidade, existem entidades ligadas a este sector de actividade, que pretendem candidatar o montado a Património da Humanidade, com base no reconhecimento de que se trata de um ecossistema único no mundo.- Pela sua importância económica e social, resultante do facto de Portugal produzir cerca de 200 000 toneladas de cortiça por ano (mais de 50 % do total mundial), sendo este sector o único onde o nosso país possui uma posição de liderança a nível internacional, desde a matéria-prima até à comercialização, passando pela transformação. A perda desta liderança representaria um descalabro económico, social e ambiental sem paralelo para o nosso país.As duas associações que subscrevem este documento tudo farão para que, futuramente, se possam juntar a este movimento, diversas instituições nacionais e todos os cidadãos a título individual que assim o desejem, incluindo todos os que, directa ou indirectamente, estão relacionados com a cultura do sobreiro e com os produtos e serviços que dependem desta espécie e das formações vegetais que domina, com especial destaque para a indústria corticeira.Estamos cientes que, apesar da vigência do Decreto-Lei n.º 169/2001, há ainda um longo caminho a trilhar, junto das diversas instâncias da sociedade, para se conseguir uma sensibilização que conduza a uma efectiva preservação desta espécie e dos valores biológicos, paisagísticos, económicos e culturais associados à mesma.A classificação do sobreiro como Árvore Nacional de Portugal, poderia, em adição ao simbolismo do acto, ajudar a tornar mais visíveis os graves problemas associados, no presente, à cultura e preservação desta espécie, contribuindo, desta forma, para aumentar a pressão no sentido de se alcançarem as soluções necessárias para os mesmos.Algodres, 30 de Outubro de 2010Associação Transumância e Natureza
Associação Árvores de Portugal
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